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Os indígenas

Segundo alguns historiadores, séculos de dominação moura e relação com outras civilizações facilitaram o cantato entre os colonos portugueses e os indígenas brasileiros, todavia isso não impediu que os nativos fossem dizimados pela ação colonizadora.

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As primeiras décadas de colonização possibilitaram uma rica fusão entre a cultura dos europeus e a dos indígenas, dando margem à formação de elementos como a Língua geral, que influenciou o português falado no Brasil, e dirversos aspectos da cultura indígena herdadas pela atual civilização brasileira. Além da dizimação dos povos autóctenes, houve a ação da catequeza e a intensa miscigenação, o que contribuiu para que muitos desses aspectos culturais fossem perdidos. A influência indígena se faz mais forte em certas regiões do país em que esses grupos conseguiram se manter mais distantes da ação colonizadora e em zonas povoadas recentementes, principalmente em porções da Região Norte do Brasil.

Os africanos

A cultura africana chegou através dos povos escravizados trazidos para o Brasil em um longo período que durou de 1550 à 1850. A diversidade cultural da África refletiu na diversidade trazida pelos escravos, sendo eles pertencentes à diversas etnias, falando idiomas diferentes e de tradições distintas. Assim como a indígena, a cultura africana fora subjugada pelos colonizadores, sendo os escravos batizados antes de chegarem ao Brasil. Na colônia, aprendiam o português e eram batizados com nomes portugueses e obrigados a se converter ao catolicismo. Alguns grupos, como os Iorubás, já traziam uma herança cultural islamizada e sabiam escrever em árabe e outros, como os bantos, eram politeístas. Através do sincretismo religioso, os escravos adoravam seus deuses através de santos Católicos, dando origem à religiões afro-brasileiras como o Candomblé.

Os negros legaram para a cultura brasileira uma enormidade de elementos: na dança, música, religião, cozinha e no idioma. Essa influência se faz notar em praticamente todo o País, embora em certas porções (nomeadamente em estados do Nordeste como Bahia e Maranhão) a cultura afro-brasileira é mais presente.


Os imigrantes

A imigração européia foi incentivada não apenas para suprir o fim da mão-de-obra escrava, mas também foi promovida pelo governo, que tinha a intenção de branquear o Brasil e europeizar sua cultura, afinal, a maior parte da população no século XIX era composta por negros e mestiços. Dentre os diversos grupos de imigrantes que aportaram no Brasil, foram os italianos que chegaram em maior número, quando considerada a faixa de tempo entre 1870 e 1950. Eles se espalharam desde o sul de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, sendo a maior parte na região de São Paulo. Além dos italianos, destacaram-se os alemães, que chegaram em um fluxo contínuo desde 1824. Esses se fixaram primariamente na Região Sul do Brasil, onde diversas regiões herdaram influências germânicas desses colonos.

Os imigrantes que se fixaram na zona rural do Brasil meridional, vivendo em pequenas propriedades famíliares (sobretudo alemães e italianos), conseguiram manter seus costumes do país de origem, criando no Brasil um cópia das terras que deixaram na Europa. Em contrapartida, os imigrantes que se fixaram nas grandes fazendas e nos centros urbanos do Sudeste (portugueses, italianos, espanhóis e árabes), rapidamente se integraram na sociedade brasileira, perdendo muitos aspectos da herança cultural do país de origem. A contribuição Asiática viria com a imigração japonesa, porém de forma mais limitada.

Literatura

As primeiras manifestações literárias no país resumem-se basicamente à produção de textos narrativos sobre o país inseridos no contexto do Descobrimento. A produção literária de ficção, propriamente dita só vem a ocorrer efetivamente com a inauguração do Barroco.

A preocupação em produzir uma literatura genuinamente nacional começa a existir com a intenção nacionalista romântica, mas esta se limita a buscar temáticas supostamente brasileiras (como o indigenismo e o regionalismo) e repetir as formas européias. Algo similar ocorre com o Realismo e o Naturalismo, ainda que autores como Machado de Assis tenham sido considerados altamente inovadores em suas escolas.

Os vários movimentos modernos que explodem no início do Século XX (entre os quais destacando-se o antropofágico e seus representantes como Mário e Oswald de Andrade) têm por princípio rejeitar os valores europeus e buscar aquilo que é genuinamente nacional, digerindo a cultura estrangeira e devolvendo-a sintetizada à nacional.

Artes visuais

Até meados do século XIX a produção plástica das artes brasileiras possui pouco destaque, excetuando-se o trabalho de Aleijadinho e Manuel da Costa Ataíde no Barroco mineiro. Fora estes, destaca-se também a produção de artistas estrangeiros que durante o período colonial estiveram no país registrando as paisagens e hábitos locais, como Albert Eckhout.

A pintura brasileira do Século XIX é bastante acadêmica, altamente influenciada pelo trabalho da Missão francesa (da qual faziam parte nomes como Jean Baptiste Debret e Nicolas Antoine Taunay). A referida Missão foi responsável pela criação da Escola Imperial de Belas Artes. Desse período, destacam-se as pinturas históricas de Victor Meirelles e Pedro Américo. Música Ver artigo principal: Música do Brasil. Os gêneros musicais populares, originários do Brasil mais importantes são o Choro, o Samba, a Bossa Nova e a Música Popular Brasileira. Como chorões podemos destacar Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e Altamiro Carrilho. Exemplos de sambistas são Cartola e Noel Rosa. Mas o Brasil tinha tambem um papel importante na tradição clássica. Considera-se que o primeiro grande compositor brasileiro foi Carlos Gomes, autor da ópera O Guarani, adaptação do romance homônimo de José de Alencar. No século XX destaca-se o trabalho de Heitor Villa-Lobos, responsável pela assimilação pela música erudita de diversos elementos da cultura popular, como os violões e determinados ritmos.

Música

Alguns dos gêneros musicais populares, originários do Brasil mais conhecidos são o Choro, o Samba, a Bossa Nova e a Música Popular Brasileira. Como chorões podemos destacar Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e Altamiro Carrilho. Exemplos de sambistas são Cartola e Noel Rosa.

Mas o Brasil tinha tambem um papel importante na tradição clássica. Considera-se que o primeiro grande compositor brasileiro foi Carlos Gomes, autor da ópera O Guarani, adaptação do romance homônimo de José de Alencar. No século XX destaca-se o trabalho de Heitor Villa-Lobos, responsável pela assimilação pela música erudita de diversos elementos da cultura popular, como os violões e determinados ritmos.

Gastronomia

Apesar de muitas influencias, a culinária brasileira ainda é baseada nas origens surgidas com os índios, escravos e portugueses. A base da nossa culinária esta ancorada em Ingredientes como abóboras, batata, aipim, inhame, cara, feijões de diferentes espécies, arroz, carne de peixe, suínos e boi, farinha de mandioca, leite e ovos. Esses ingredientes com a capacidade de misturar sabores do brasileiro com processos fáceis de cocção, faz a nossa culinária rica e variada.

A globalização trouxe a facilidade de importação de produtos e nas grandes cidades existem a fusão de ingredientes e sabores de todos os lugares do mundo que podem trazer uma falsa impressão de uma grande influencia estrangeira na nossa cozinha atual. Porem, no Brasil do interior, imenso e com traços regionais firmes os ingredientes e misturas surgidos no começo da nossa história continua com a mesma indentidade.

Da mesma forma que o brasileiro recebe bem o imigrante, recebe os seus pratos e sabores e em qualquer lugar do Brasil se encontra cozinhas e ingredientes do mundo todo espalhados por bares, restaurantes e supermercados. Com a fama de casar as coisas, o brasileiro vai misturando sabores sem prender-se a regras e vai tornando a nossa gastronomia cada vez mais rica, mas o tradicional arroz, feijão, “mistura” salada e ovo, com variações regionais é o prato típico brasileiro oriundo da influencia do índio, do negro africano e do português.

Idiomas

O português é a língua oficial e falada por toda a população. O Brasil é o único país de língua portuguesa das Américas, dando-lhe uma distinta identidade cultural em relação aos outros países do continente.

O português é o único idioma falado e escrito oficial do Brasil, podendo existir, entre regiões e estados do país, pequenas variações na linguagem coloquial. É a língua usada nas instituições de ensino, nos meios de comunicação e nos negócios.

O idioma falado no Brasil é em parte diferente daquele falado em Portugal e nos outros países lusófonos. O Português do Brasil e o Português europeu não evoluíram de forma uniforme, havendo algumas diferenças na fonética e na ortografia, embora as diferenças entre as duas variantes não comprometam o entendimento mútuo.

Idiomas minoritários são falados no dia-a-dia no vasto território brasileiro. Parte desses idiomas são Línguas Indígenas, faladas sobretudo na Região Norte do Brasil. As línguas mais faladas são: Tupi-guarani, Kaingang, Nadëb, Carajá, Caribe, Tucano, Arára, Terêna, Borôro, Apalaí, Canela e vários outras. Ao todo, são faladas cerca de 180 línguas indígenas no Brasil, porém, muitos desses idiomas estão em sério risco de extinção.

Outras línguas faladas no Brasil são entre as populações de descendentes de imigrantes que preservaram seus costumes principalmente no Sul e Sudeste do Brasil. Essas comunidades falam alemão, italiano, polonês e japonês. A variante alemã mais falada no Brasil é o dialeto Riograndenser Hunsrückisch, que tem sua origem no dialeto alemão Hunsrückisch, mas outros dialetos germânicos são falados por minorias no país, como o pomerano. A variante italiana mais falada no Brasil é o Talian, um dialeto que tem sua origem no dialeto vêneto, falado no norte da Itália.

O alemão é falado por 1,5 milhão de brasileiros; o italiano é por 500 mil, o japonês por 400 mil e a língua coreana por 37 mil. Essas minorias lingüísticas são em sua maior parte bilíngües, ou seja, falam português juntamente com a língua dos antepassados imigrantes.

Todavia, devido à rápida assimilação, o número de descendentes de imigrantes que ainda falam a língua dos antepassados está em declínio, principalmente entre as gerações mais novas, que normalmente aprendem primariamente a língua portuguesa.

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Fonte: Wikipedia

 

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