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Progressos da engenharia e arquitetura

A produção industrial de ferro na Grã-Bretanha deu origem à primeira obra de engenharia nesse material: a ponte sobre o rio Severn, realizada em 1777 por Abraham Darby. Em poucos anos o ferro fundido passou a ser empregado em obras arquitetônicas, primeiro com propósitos meramente utilitários, como no teto do grande salão do Louvre, em Paris (1780), e depois com fins mais ambiciosos.
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A construção, por Joseph Paxton, em 1851, do palácio de Cristal de Londres, todo feito de uma delicada estrutura de ferro -- mais de 3.300 pilares -- e vidro, significou um passo decisivo para dissipar as dúvidas a respeito desses materiais. Na França, destacaram-se a Biblioteca Nacional de Paris, de Henri Labrouste (1868-1878), a fábrica de chocolate Meunier, em Noisiel-sur-Marne (1871-1872), primeira construção francesa com estrutura total de ferro, obra de Jules Saulnier, e a célebre torre Eiffel parisiense, do engenheiro Gustave Eiffel.

As maiores inovações produziram-se, porém, nos Estados Unidos, sobretudo em Chicago, onde em 1885 William le Baron Jenney erigiu o primeiro arranha-céu, o Home Insurance Building. O líder da escola de Chicago foi Louis Sullivan que, no Auditorium Building, em Chicago (1889), e no Guarantee Trust Building, em Buffalo (1895), empregou o esqueleto de aço como estrutura construtiva, liberando os demais elementos de toda função sustentadora. A máxima de Sullivan "a forma segue a função" seria decisiva para a arquitetura posterior. Modernismo. O movimento modernista, que recebeu diferentes denominações conforme os países em que se desenvolveu, teve seu precursor direto no Art and Crafts do britânico William Morris, movimento que pretendia conjugar o utilitarismo com a criatividade estética. A arquitetura modernista avançou em duas linhas diversas. A vertente baseada em motivos orgânicos teve como principais representantes o espanhol Antonio Gaudí, que construiu em Barcelona o parque Güell, iniciado em 1900, a casa Milá (1905) e a inacabada catedral da Sagrada Família; os belgas Victor Horta e Henry van de Velde; e o francês Héctor Guimard. A tendência mais racionalista teve como representantes o escocês Charles Rennie Mackintosh, cuja obra-prima foi a Escola de Belas-Artes de Glasgow, construída entre 1897 e 1899, e o vienense Joseph Hoffmann, criador do Palais Stoclet de Bruxelas, entre 1905 e 1911.


Século XX

A arquitetura do século XX foi desde o princípio dominada por duas noções: a utilização funcional dos edifícios e a integração destes a um padrão urbanístico geral. A tendência à funcionalidade foi desenvolvida sobretudo pelo alemão Walter Gropius, que em 1919 fundou a escola Bauhaus, em Weimar, e se inspirou em arquitetos anteriores, como seu compatriota Peter Behrens e o austríaco Adolf Loos. O edifício da nova Bauhaus, quando esta se transferiu para Dessau em 1927, com sua austera estrutura de concreto armado, foi característica de Gropius. Outro representante da Bauhaus, Ludwig Mies van der Rohe, criou o pavilhão alemão da Exposição Internacional de Barcelona, um modelo de espaço envolvente e articulado por painéis de vidro.
O principal difusor do racionalismo arquitetônico, concentrado no emprego das formas geométricas e no uso do ângulo reto, seria o suíço Édouard Jeanneret, dito Le Corbusier, que plasmou estas concepções no palácio da Sociedade das Nações em Genebra (1927) e no palácio dos Sovietes em Moscou (1929-1933). Nos Estados Unidos, a arquitetura pragmática dos arranha-céus teve um magnífico exemplo no Saving Funds Society Building, de Filadélfia (1932), obra de George Howe e do suíço William Lescaze. No entanto, o maior arquiteto americano da época foi Frank Lloyd Wright, da escola de Chicago, cujo trabalho evoluiu para uma maior integração da arquitetura com a natureza, exemplificada pela célebre casa da Cascata, nos montes Allegheny, construída em 1936.

A reação contra os excessos geometrizantes teve seu principal artífice no finlandês Alvar Aalto, que combinou os ensinamentos da Bauhaus com as concepções orgânicas e a arquitetura nórdica tradicional em obras como a biblioteca de Viipuri.
Depois da segunda guerra mundial, as tendências arquitetônicas caracterizaram-se por um ecletismo sem cânones fixos estabelecidos. Nos Estados Unidos, para onde emigraram os criadores da Bauhaus, a influência destes foi decisiva. Aalto daria continuidade a sua escola, junto com outros arquitetos nórdicos, como o dinamarquês Jörn Utzon. A obra de Le Corbusier, particularmente seu projeto da nova cidade de Chandigarh na Índia, durante a década de 1950, foi determinante para os arquitetos do Terceiro Mundo. Seus ensinamentos ficaram patentes no traçado de Brasília, criada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. O Japão desenvolveu propostas muito originais, como a arquitetura molecular de Kurokawa Noriaki e o chamado "novo brutalismo" de Tange Kenzo. O certo, porém, é que mais de oitenta por cento dos edifícios erigidos desde 1960 pertencem à chamada "arquitetura massificada", própria dos subúrbios das grandes cidades, e que as idéias desenvolvidas pelos novos criadores freqüentemente permanecem distantes da maior parte da população urbana.


Arquitetura no Brasil

Período colonial. Por força das próprias necessidades do processo de colonização, os primeiros projetos arquitetônicos realizados no Brasil tinham por objetivo a defesa da nova terra. Para a Bahia veio, junto com o governador-geral Tomé de Sousa, o arquiteto português Luís Dias, que projetou e executou em Salvador os muros e dois baluartes nos extremos da cidade, além dos edifícios da alfândega, primitiva casa da câmara e cadeia.
Um outro arquiteto vindo de Portugal, Francisco Dias, era sacerdote da Companhia de Jesus e foi o responsável, na década de 1580, pelo risco e construção das igrejas e colégios de Olinda, Rio de Janeiro (no morro do Castelo) e da igreja do Colégio da Bahia, hoje catedral de Salvador. As obras dessa fase, de caráter religioso, são arroladas como de estilo jesuítico, com o qual começava a implantação do barroco no país.

No século XVII o maior nome é o do engenheiro português Francisco Frias de Mesquita, que construiu o forte da Laje, no Recife, o do Mar ou de São Marcelo, em Salvador, e principiou, segundo seu próprio risco, o mosteiro de São Bento, monumento arquitetônico do Rio de Janeiro. É ainda do começo do século XVII o projeto do belo convento de Santo Antônio, na mesma cidade e da autoria de frei Francisco dos Santos.

Com a expansão da economia açucareira, surgiram as duas unidades arquitetônicas contrastantes que mais caracterizaram a estrutura social do período, a casa-grande e a senzala, reflexos de um desequilíbrio que percorre toda a história da sociedade brasileira, seus problemas e soluções habitacionais. Destacaram-se então diversos arquitetos e engenheiros, sobretudo frei Macário de São João, autor da planta básica e fachadas originais da Santa Casa da Misericórdia de Salvador. Foi também quem projetou o mosteiro de São Bento da mesma cidade e o convento e igreja de Santa Teresa, no Rio de Janeiro.

Quando a economia brasileira entrou no chamado ciclo do ouro, no século XVIII, e a capital transferiu-se para o Rio de Janeiro, uma das principais decorrências da riqueza crescente foi o barroco na arquitetura. Numerosos templos foram construídos, grande parte deles com profusa ornamentação, revestida de ouro, e rica estatuária. Sobressaiu em várias dessas obras o arquiteto e escultor português Manuel Francisco Lisboa. Seu filho, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, consagrou-se como o mestre do barroco mineiro, que atingiu culminância expressiva nas duas igrejas de São Francisco de Assis, a de Ouro Preto e a de São João del Rei. Seu contemporâneo José Pereira Santos é outro talento que se revelou em Mariana MG (igreja de Nossa Senhora do Rosário, casa da câmara e cadeia).

Enquanto isso, a arquitetura também se enriquecera em Salvador, onde se construiu a igreja da Ordem Terceira de São Francisco -- tida como a de mais rica ornamentação no Brasil, conforme o projeto de Gabriel Ribeiro -- e no Rio de Janeiro, onde sobressaiu o engenheiro e militar português José Fernandes Pinto Alpoim, autor de trabalhos como o conjunto para o antigo terreiro do Carmo, hoje praça Quinze de Novembro, inclusive o palácio dos governadores (atual paço da Cidade, concluído em 1743 e durante muito tempo sede dos Correios e Telégrafos) e outro grupo de edificações representadas hoje, tão-somente, pelo famoso arco do Teles. São dessa mesma etapa o aqueduto ou arcos da Carioca e a igreja da Santa Cruz dos Militares, projeto do arquiteto e militar português José Custódio de Sá e Faria.

Também houve importantes realizações no Nordeste, em Recife e Olinda, e no Norte, no Pará, a cargo do arquiteto italiano Antônio José Landi, de estilo que imprimia curiosa reforma neoclássica às tendências já existentes na região. Landi trabalhou em muitos outros projetos de igreja, assim como no palácio do governo de Belém PA, o maior edifício civil do período colonial.


Missão francesa

A transferência em 1808 da corte de D. João VI para o Rio de Janeiro, com a vinda da missão artística francesa, em que se distinguia o arquiteto neoclássico Grandjean de Montigny, alterou bastante as perspectivas da arquitetura no Brasil. Deve-se a Grandjean o projeto do edifício da praça do Comércio, mais tarde prédio da Alfândega e atual 2º Tribunal do Júri. Sua influência perdurou por muito tempo e alguns de seus discípulos realizaram obras notáveis, como é o caso de Bettencourt da Silva (Instituto dos Cegos, hoje Instituto Benjamin Constant, Rio de Janeiro), J. Cândido Guilhobel (Santa Casa da Misericórdia, Rio de Janeiro), Francisco Marcelino de Sousa Aguiar (prédio da Biblioteca Nacional, também no Rio de Janeiro), José Maria Jacinto Rabelo, o francês Pedro José Pezerat e o alemão Júlio Frederico Köler.

Em todo o Brasil dessa época, e principalmente na segunda metade do século, fez-se igualmente constante a presença dos padrões europeus, que se difundiam por todo o mundo e levavam as marcas explícitas da primeira revolução industrial, como o palácio de Cristal inaugurado em 1851 em Londres e que inspirou a construção do mesmo nome feita em Petrópolis RJ, em 1884. Ao mesmo tempo, profundas alterações da vida econômica e social, como a abolição da escravatura, tiveram inevitáveis conseqüências no desenvolvimento da arquitetura. O espaço residencial, por exemplo, tornou-se de tal modo caro, que as classes dominantes passaram a importar soluções de outros países e o que já havia de caracteristicamente brasileiro ou adequado ao clima, às condições vigentes, deu lugar a imitações ora mais, ora menos elegantes dos modelos europeus.
Século XX. Nas primeiras décadas, manteve-se e até se acentuou a tendência à cópia ou arremedo dos estilos consagrados na Europa. Edifícios neoclássicos, góticos, florentinos, normandos e até mouriscos, como o do Instituto Osvaldo Cruz (Rio de Janeiro), inseriram-se na paisagem urbana brasileira sob a classificação geral de ecletismo, pluralidade a que o escritor Monteiro Lobato se referiu como carnaval arquitetônico.

Diversos engenheiros e arquitetos ficaram conhecidos por obras desse tipo, como o francês Victor Dubugras, autor de um art nouveau tardio e deslocado, o americano Barry Parks, a quem se devem as experiências dos bairros-jardins da cidade de São Paulo, Gastão Baiana, Heitor de Melo e o espanhol Morales de los Rios, que construiu, no Rio de Janeiro, o edifício da Escola Nacional de Belas-Artes, o prédio do antigo hotel Avenida etc.

A importação indiscriminada despertou uma atitude de oposição no movimento denominado neocolonial, representado pelo precursor Ricardo Severo e por José Mariano Filho, seu maior incentivador e patrono. No início, tiveram o apoio de Lúcio Costa que, pouco depois, no meio de ruidoso debate nos jornais, denunciou o formalismo romântico e algo anacrônico da proposta. Paralelamente, na Europa e nos Estados Unidos a arquitetura moderna firmava suas bases com as contribuições de Le Corbusier, Gropius, Mies van der Rohe, Frank Lloyd Wright e outros pioneiros da revolução arquitetônica do século XX, uma das maiores de todos os tempos.

O primeiro divulgador desses novos horizontes no Brasil foi o arquiteto de origem russa Gregori Warchavchik, que publicou em 1925 o "Manifesto da arquitetura funcional" e dois anos depois escandalizou São Paulo com "sua primeira casa futurista". Combatido juntamente com Flávio de Carvalho, que disputou com um "projeto moderno" o concurso para o novo palácio do governo de São Paulo, Warchavchik abriu à visitação pública a exposição de uma casa modernista para a qual concebera até o mobiliário e onde expôs trabalhos dos artistas da Semana da Arte Moderna de 1922: Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Lasar Segall e Oswald de Andrade.

No fim do ano de 1929, Le Corbusier visitou o Rio de Janeiro e São Paulo, fez conferências, apresentou suas concepções, discutiu o planejamento urbano ante a explosão demográfica. Suas idéias causaram impacto e levaram a que as teses de Warchavchik e seus companheiros prevalecessem sobre as dos "neocoloniais" no IV Congresso Pan-Americano de 1930.

Essa atmosfera renovadora encontrava ressonância em todos os setores da vida nacional, que passava por uma de suas fases mais fecundas, com transformações significativas que tanto propiciaram a Semana de Arte Moderna como a revolução de 1930. O governo Getúlio Vargas, decidido a mudar os padrões existentes no terreno da arquitetura, entregou a direção da Escola de Belas-Artes a Lúcio Costa, que propôs reformas radicais, as quais lhe valeram demoradas resistências acadêmicas. Quando as novas idéias finalmente triunfaram, iniciou-se o período denominado "heróico" da arquitetura brasileira, em que se revelaram personalidades como Afonso Eduardo Reidy, Luís Nunes, os irmãos Marcelo e Milton Roberto, Rino Levi.

Ainda houve, porém, vacilações e obstáculos. Em 1935, um júri de orientação conservadora afastou do concurso para escolha do projeto para o edifício do Ministério da Educação e Saúde todos os trabalhos dos jovens arquitetos de tendência renovadora, premiando somente os de concepção acadêmica. Um episódio inesperado alterou a situação: o ministro da Educação em exercício, Gustavo Capanema, apoiado por uma assessoria que reunira, entre outros, Rodrigo Melo Franco de Andrade, Mário de Andrade, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, decidiu pagar os prêmios aos vencedores mas em seguida solicitou a Lúcio Costa, um dos desclassificados no concurso, o novo projeto para o edifício.
Lúcio Costa obteve do ministro a extensão do convite aos demais classificados e sob sua coordenação foi formada uma equipe com os arquitetos Afonso E. Reidy, Carlos Leão, Ernani Mendes de Vasconcelos, Jorge M. Moreira e Oscar Niemeyer.

Concluído o trabalho preliminar (maio de 1936), Lúcio Costa sugeriu ao ministro Capanema que convidasse Le Corbusier para vir opinar sobre o novo projeto. Le Corbusier, então com 49 anos, permaneceu um mês no Rio de Janeiro trabalhando com aquela equipe de jovens, até se definir o projeto final, considerado um dos marcos decisivos da moderna arquitetura brasileira. Foram construídos pouco depois, no Rio de Janeiro, a sede da Associação Brasileira de Imprensa (1936), dos irmãos Roberto, e a Obra do Berço, primeiro projeto executado (1937) de Oscar Niemeyer.

Nessa mesma época Luís Nunes transferiu-se para Recife, onde liderou uma fértil experiência a convite do governador do estado: organizou a diretoria de arquitetura com uma equipe composta de Joaquim Cardozo, Francisco Saturnino de Brito, Aníbal Melo Pinto, Sérgio Magalhães, Di Cavalcanti, Augusto Rodrigues e Roberto Burle Marx. Foram então executados os primeiros trabalhos de tendência moderna do Nordeste brasileiro: o reservatório de água de Olinda, o Hospital da Brigada Militar de Pernambuco, a Escola Rural Alberto Torres e a prefeitura municipal de Recife.

Uma das contribuições mais interessantes desse período, e que mais tarde se incorporou à arquitetura brasileira, foi a redescoberta do bloco de cimento vazado, usado comumente cheio de argamassa para alvenaria e que a equipe de Luís Nunes passou a empregar em sua aparência natural, como simples e prático quebra-sol (mais tarde conhecido como combogó ou cobogó). Na década de 1940, novos nomes enriqueceram o cenário arquitetônico brasileiro, como Henrique Mindlin, Atílio Correia Lima, Vilanova Artigas, Paulo Antunes Ribeiro, Ari Garcia Rosa, Hélio Uchoa e Aldari Toledo.

Uma série de obras de alto significado consagraram seus autores e chamaram a atenção do mundo para a arquitetura que se fazia no Brasil: o conjunto de Pampulha, em Belo Horizonte, de Oscar Niemeyer; o pavilhão da Feira Internacional de Nova York, de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer; já na década de 1950, o conjunto de edifícios do parque Guinle, no Rio de Janeiro, de Lúcio Costa, o monumento aos mortos da segunda guerra mundial, no Rio de Janeiro, de Marcos Konder Neto e Hélio Ribas Marinho (1957).

Em 1958 a estrela de ouro da Feira Internacional de Bruxelas foi outorgada ao carioca Sérgio Bernardes, por seu projeto para o pavilhão brasileiro. Transcorria, já na metade, o governo de Juscelino Kubitschek, e sua iniciativa de construir Brasília, para fazê-la a capital do país, teve imensa repercussão sobre os rumos da arquitetura brasileira. Três anos após a escolha, em concurso público, do plano piloto de Lúcio Costa, a cidade foi inaugurada e pela primeira vez se pôde observar uma vinculação direta da arquitetura com o urbanismo.

Os projetos dos edifícios governamentais foram confiados a Oscar Niemeyer, que os harmonizou de maneira excepcional com a paisagem urbana proposta por Lúcio Costa, criando formas de excepcional beleza plástica, como o palácio da Alvorada (cujas colunas se tornaram logomarca da capital no país inteiro) e sua capela, o palácio do Planalto, o conjunto do Congresso Nacional -- que formou a chamada praça dos Três Poderes -- e mais tarde o teatro Nacional, a catedral e o palácio Itamarati, sede do Ministério das Relações Exteriores.

Depois dessa fase do começo de Brasília, as novas gerações de arquitetos afastaram-se bastante do lirismo pessoal de Niemeyer, voltando-se principalmente para as experiências com novos materiais, em que já se destacava Afonso Reidy, que construiu o Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro e o edifício do Instituto de Previdência da mesma cidade. São exemplos mais recentes dessas concepções atuais o edifício-sede do Banco do Estado do Rio de Janeiro, projeto de Henrique Mindlin, o edifício-sede da Petrobrás, projeto escolhido em 1968 em concurso nacional e de autoria de uma equipe paranaense liderada por Roberto Luís Gandolfi, o Museu de Arte de São Paulo (MASP), da arquiteta Lina Bo Bardi.

Entre os novos talentos que se incorporaram às perspectivas atuais da arquitetura brasileira, sobressaíram, no Rio de Janeiro, Artur Lício Pontual, Marcos de Vasconcelos e Paulo Casé; em São Paulo, Carlos Milan (prematuramente desaparecido), Joaquim Guedes, Jorge Wilheim e Paulo Mendes da Rocha; na Bahia, Assis Reis; em Brasília, José Filgueiras Lima; no Paraná, José Maria e Roberto Gandolfi, Luís Forte Neto, Jaime Lerner e José Santochene.

Fonte: Barsa CD v.1.11 - Intentet: ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. - Baseado na nova Enciclopédia Barsa

 

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